Quem deseja ser doador de órgãos no Brasil deve conversar sobre a decisão com a família. Isso porque, mesmo que a pessoa tenha manifestado sua vontade em vida, a retirada de órgãos após a morte depende da autorização dos familiares.
A regra é destacada pelo próprio Ministério da Saúde, que recomenda que o desejo de doar seja comunicado com antecedência às pessoas próximas. Não é necessário registrar a intenção em cartório.
O tema ganha destaque com a proximidade do Dia Nacional da Doação de Órgãos, em 27 de setembro.
Dados encaminhados pelo Hospital Universitário Cajuru, em Curitiba, ilustram a importância do acolhimento familiar. Em 2025, a instituição informou ter realizado 34 entrevistas com familiares de potenciais doadores, com 29 autorizações.
Os números são específicos daquele hospital e não devem ser usados como índice nacional.
A orientação central, entretanto, vale em todo o país: conversar antecipadamente pode permitir que os familiares conheçam a vontade da pessoa quando precisarem tomar a decisão.