Uma pesquisa do A.C.Camargo Cancer Center em parceria com a Nexus Pesquisa e Inteligência de Dados encontrou uma diferença relevante entre a percepção que os brasileiros têm da própria saúde e alguns hábitos associados a risco de doenças. Seis em cada dez entrevistados classificaram a saúde como ótima ou boa, enquanto 63% estavam acima do peso e 42% disseram não praticar atividade física.
O levantamento ouviu presencialmente 2.015 pessoas com 16 anos ou mais nas 27 unidades da Federação. De acordo com os critérios usados na pesquisa, 26% dos participantes apresentavam obesidade.
Atividade física ainda é limitada
Entre os entrevistados que disseram praticar exercícios, a frequência média foi de 2,4 dias por semana. O A.C.Camargo destaca que atividade física regular contribui para controle do peso e está associada à redução do risco de diferentes doenças.
Os dados também mostram que a avaliação positiva da própria saúde nem sempre acompanha os indicadores objetivos de estilo de vida. Para os pesquisadores, essa diferença pode fazer com que fatores de risco sejam subestimados no cotidiano.
Preço pesa na alimentação
Na alimentação, 66% afirmaram consumir alimentos frescos, como frutas, verduras, legumes, ovos e carnes, em seis dias ou mais por semana. Entre quem relatou dificuldade para manter alimentação adequada, 29% apontaram o preço dos alimentos frescos e 21% citaram falta de tempo ou cansaço.
O recorte de renda mostrou diferença importante: entre os entrevistados que recebem até um salário mínimo, a dificuldade financeira para manter alimentação saudável apareceu com maior frequência.
Álcool também entrou no levantamento
Sobre bebidas alcoólicas, 58% disseram não beber, 30% relataram consumo de um a dois dias por semana e 5% afirmaram beber entre cinco e sete dias semanalmente.
O A.C.Camargo Cancer Center tem utilizado os dados para reforçar a importância de prevenção e mudança de hábitos. A íntegra dos principais resultados também foi divulgada pela Agência Brasil.