O número de acolhimentos de crianças e adolescentes registrado no Estado do Rio de Janeiro cresceu 10,8% em 2026 na comparação com o ano anterior.
Os dados são do 37º Censo da População Infantojuvenil Acolhida, divulgado pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro. O levantamento contabilizou 1.854 acolhimentos.
A negligência aparece como principal razão registrada, correspondendo a 46,1% dos casos. Em seguida estão abusos físicos ou psicológicos, com 8%, e abandono pelos pais ou responsáveis, com 7,5%.
O levantamento também mostra diferenças entre os municípios. A capital concentra 25,67% da população acolhida. Campos dos Goytacazes aparece depois, com 12,02%, seguido por São Gonçalo, com 4,53%, e Petrópolis, com 3,61%.
Atualmente, segundo o MPRJ, o estado possui 187 serviços de acolhimento, três a mais do que no levantamento anterior.
Outro indicador observado é a escolarização. A proporção de crianças e adolescentes acolhidos que frequentam a escola passou de 70,47% em 2025 para 74,16% em 2026.
O acolhimento institucional ou familiar é uma medida de proteção e deve ser temporário. O objetivo da rede é buscar, quando possível e seguro, a reintegração familiar ou outras formas de convivência familiar e comunitária.