A atividade dos micro e pequenos negócios brasileiros avançou em agosto, segundo o Índice SumUp do Microempreendedor. O indicador atingiu 100,91 pontos, alta de 1,60% em relação a julho de 2026.
Na comparação com agosto de 2025, porém, houve retração de 0,86%. O contraste mostra uma recuperação no curto prazo sem que o nível de atividade tenha superado integralmente o resultado de um ano antes.
O índice é calculado pela SumUp a partir do volume de vendas processadas por seus produtos e utiliza ajustes relacionados a sazonalidade, diferenças demográficas e participação dos estados na economia. Por isso, trata-se de um indicador privado baseado na base de clientes da empresa.
A economista Lilian Parola, diretora de Mercado de Capitais e Tesouraria da companhia para a América Latina, atribui a melhora mensal à capacidade de adaptação dos pequenos negócios, mas destaca que custo do crédito e cautela do consumo continuam pesando sobre o segmento.
Para o empreendedor, a leitura mais útil é acompanhar a tendência sem tratar um único mês como mudança definitiva de cenário. Fluxo de caixa, margem, custo financeiro e volume de vendas continuam sendo referências fundamentais para avaliar a situação de cada negócio.
O dado de agosto também reforça a importância dos pequenos empreendimentos na atividade econômica, especialmente em períodos de juros altos e consumo mais seletivo.