A Agência Espacial Brasileira (AEB) instituiu uma nova Política de Inovação para orientar projetos de pesquisa, desenvolvimento tecnológico e cooperação no setor espacial brasileiro. A medida foi formalizada pela Portaria nº 2.150, de 29 de setembro de 2026, divulgada nesta sexta-feira (2).
Segundo a Agência Espacial Brasileira, a política estabelece princípios, objetivos e instrumentos para aproximar governo, empresas, instituições científicas e organizações envolvidas no desenvolvimento de tecnologias espaciais.
Menos dependência tecnológica
Entre os eixos previstos estão redução de dependências tecnológicas externas, formação e qualificação de profissionais, propriedade intelectual, sustentabilidade ambiental, cooperação nacional e internacional e estímulo à criação de mercados para produtos e serviços espaciais.
O documento também prevê mecanismos como projetos de pesquisa e desenvolvimento, parcerias com instituições públicas e privadas, transferência de tecnologia, bolsas, financiamento, incentivos à inovação, compras públicas e apoio a incubadoras, parques e polos tecnológicos.
Resultados terão acompanhamento
O Núcleo de Inovação Tecnológica da AEB terá papel na gestão de temas ligados a propriedade intelectual, transferência de tecnologia e inovação. A política prevê ainda acompanhamento dos resultados e divulgação anual de informações sobre impactos, respeitados os dados protegidos por sigilo.
A mudança interessa não apenas ao setor aeroespacial. Tecnologias desenvolvidas para missões espaciais têm aplicações em áreas como comunicações, sensoriamento remoto, monitoramento ambiental, agricultura e gestão de desastres. A nova política cria um marco para organizar esse ecossistema e ampliar a participação de universidades, centros de pesquisa e empresas brasileiras.