Quatro acusados pela morte do policial civil Carlos José Queiroz Vianna irão a julgamento pelo Tribunal do Júri em Niterói.
A decisão foi tomada pela 3ª Vara Criminal e representa um avanço no processo referente ao assassinato ocorrido em outubro de 2025, em Piratininga, na Região Oceânica.
Entre os quatro réus estão dois ex-policiais militares expulsos da corporação em agosto.
Segundo a acusação, eles responderão por homicídio triplamente qualificado e adulteração de placa de veículo. O julgamento ainda não tem data marcada.
A nova decisão altera o estágio do processo em relação ao que havia sido divulgado anteriormente.
O O FLUMINENSE já havia noticiado que o Ministério Público defendia o envio de cinco acusados ao júri popular. Agora, a Justiça decidiu que quatro deles serão efetivamente submetidos ao julgamento popular.
O quinto réu foi impronunciado.
Segundo a decisão divulgada, não foram encontrados indícios suficientes de autoria ou participação para levá-lo ao Tribunal do Júri. Com isso, ele deixou a prisão após expedição de alvará de soltura.
É importante distinguir as etapas.
A decisão de pronúncia não significa condenação. Ela indica que a Justiça entendeu existir base suficiente para que os jurados analisem a acusação.
Caberá ao Tribunal do Júri avaliar as provas e decidir sobre eventual responsabilidade criminal dos quatro réus.
A investigação sobre a motivação do assassinato e a existência de possível mandante continua sob responsabilidade da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí, segundo o Enfoco.
O próximo marco do processo será a definição da data do julgamento.