Falta de professores na rede municipal de Niterói deixam os pais revoltados

Denúncias de responsáveis por alunos da rede pública de Niterói expõem um cenário de preocupação crescente na educação municipal. Relatos apontam ausência de professores regentes e profissionais de apoio em diferentes escolas da cidade, situação que estaria afetando diretamente o funcionamento das aulas e o acompanhamento pedagógico de centenas de estudantes.

Entre os casos relatados está o de uma aluna de 10 anos matriculada na Escola Municipal Doutor Alberto Francisco Torres, localizada no Centro. De acordo com a responsável pela estudante, disciplinas previstas no calendário escolar ainda não estariam sendo ministradas de forma regular neste início de ano letivo. Segundo o relato, matérias como artes, educação física e língua estrangeira ainda não ocorreram em determinados períodos, o que teria levado alguns responsáveis a questionarem a efetividade do planejamento educacional.

O problema, segundo denúncias encaminhadas ao gabinete do vereador Professor Tulio, não estaria restrito a uma única unidade. Levantamento apresentado pelo parlamentar aponta reclamações semelhantes em escolas como Escola Municipal Levi Carneiro, Felisberto de Carvalho, Francisco Portugal Neves, Diógenes Ribeiro de Mendonça e Padre Leonel Franca.

De acordo com informações reunidas pelo parlamentar, a ausência de profissionais de apoio tem atingido de forma mais sensível estudantes que necessitam de acompanhamento especializado. Em algumas unidades, responsáveis relatam adoção de medidas emergenciais, como redução do tempo de permanência desses alunos nas escolas ou sistemas de rodízio entre estudantes que precisam do suporte educacional.

O debate também envolve a gestão de concursos públicos destinados à contratação desses profissionais. Segundo o vereador, o concurso voltado para professores de apoio teve validade encerrada no primeiro semestre de 2025 e não teria sido prorrogado pela administração municipal, apesar de o edital prever essa possibilidade.

O parlamentar informou ainda que a questão foi levada ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, que analisa uma ação civil pública relacionada ao tema.

Procurada para esclarecimentos, a Secretaria Municipal de Educação informou que não recebeu denúncia formal sobre os casos mencionados, mas declarou que eventuais informações recebidas estão sendo verificadas pelos setores responsáveis.

Enquanto o debate administrativo e jurídico avança, famílias seguem cobrando respostas e soluções que garantam a continuidade regular do ensino público no município.

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