Autoridades da Terra do Fogo, na Argentina, contestam a hipótese de que o surto de hantavírus no cruzeiro MV Hondius tenha se originado em Ushuaia. O diretor provincial de Epidemiologia, Juan Petrina, classificou como “praticamente nula” essa possibilidade, baseando-se no período de incubação do vírus e no histórico sanitário da região.
O casal holandês, que faleceu junto a uma passageira alemã, permaneceu apenas 48 horas em Ushuaia antes do embarque em 1º de abril, tempo insuficiente para a manifestação dos sintomas segundo as normas da OMS. Além disso, a Terra do Fogo não registra casos da doença desde 1996. A cepa identificada (Andes) é típica do sul do Chile e de outras províncias argentinas por onde o casal viajou anteriormente.
Investigadores analisarão roedores locais por precaução, mas especialistas reforçam que o risco epidêmico é baixo, embora o vírus seja letal e não possua vacina. O hantavírus é transmitido pelo contato com secreções de roedores infectados, e as autoridades internacionais seguem rastreando contatos de passageiros que desembarcaram antes do alerta sanitário.