Assédio eleitoral no trabalho cresce 75% e Rio tem 252 denúncias

MPT recebeu 1.459 novas denúncias após o segundo turno; Rio de Janeiro soma 252 casos de assédio eleitoral no trabalho em 2026.

As denúncias de assédio eleitoral no trabalho cresceram mais de 75% desde segunda-feira (26), dia seguinte ao segundo turno das eleições. Em três dias, o Ministério Público do Trabalho recebeu 1.459 novos registros, elevando para 3.396 o total de denúncias em 2026.

São Paulo aparece com o maior número, 620 ocorrências, seguido por Minas Gerais, com 351, Paraná, com 338, e Rio de Janeiro, com 252. Rio Grande do Sul e Santa Catarina também estão entre os estados com maior volume de relatos.

O assédio eleitoral ocorre quando alguém usa posição de poder no ambiente de trabalho para pressionar, constranger ou influenciar trabalhadores por causa de voto, preferência política ou apoio a candidato ou partido. A prática pode envolver ameaça de demissão, promessa de vantagem, perseguição ou discriminação.

A legislação proíbe práticas discriminatórias na contratação e na manutenção do emprego. Em caso de condenação, o empregador pode ser obrigado a reintegrar o funcionário ou, se o trabalhador não quiser voltar ao emprego, pagar em dobro os salários correspondentes ao período de afastamento.

O aumento das denúncias ocorreu junto a relatos de boicotes, perseguições e dispensas relacionadas à escolha política de trabalhadores após a votação.

Como denunciar

Denúncias podem ser apresentadas ao Ministério Público do Trabalho, à Justiça do Trabalho e ao Ministério Público Eleitoral. O trabalhador deve guardar mensagens, áudios, e-mails, comunicados e outros elementos que possam comprovar a pressão sofrida.

A Agência Brasil reuniu os dados nacionais, enquanto o MPT-RJ acompanha os registros no estado do Rio.

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