Especialistas em neurologia alertam que a demência não se resume ao Alzheimer e envolve diferentes doenças capazes de comprometer memória, comportamento, raciocínio e autonomia. Embora o Alzheimer continue sendo a forma mais comum, médicos destacam crescimento nos diagnósticos de demência vascular, demência por corpos de Lewy e demência frontotemporal entre idosos brasileiros.
Segundo neurologistas, cada quadro apresenta características próprias e exige avaliação clínica detalhada. A demência vascular, por exemplo, costuma estar ligada a hipertensão, diabetes, AVC e outros problemas circulatórios. Nesse tipo da doença, o declínio cognitivo pode ocorrer de forma repentina e irregular. Já a demência por corpos de Lewy combina perda cognitiva com sintomas semelhantes aos do Parkinson, além de episódios de confusão mental e alucinações visuais.
Na demência frontotemporal, mudanças bruscas de comportamento podem surgir antes das falhas de memória. Impulsividade, apatia e perda de empatia aparecem entre os principais sinais observados por familiares.
Médicos também alertam que nem toda perda de memória significa demência. Depressão, deficiência de vitamina B12, hipotireoidismo e efeitos colaterais de medicamentos podem provocar sintomas semelhantes.
Especialistas defendem diagnóstico precoce para ampliar qualidade de vida, permitir tratamentos mais eficazes e ajudar famílias no planejamento dos cuidados futuros. Com o envelhecimento da população brasileira, profissionais da saúde consideram o tema um desafio crescente para o sistema público e privado.