O governador em exercício do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto de Castro, intensificou o processo de reorganização administrativa com a demissão de 1.477 ocupantes de cargos comissionados em 40 dias. A medida publicada nesta quinta-feira atingiu a cúpula do Instituto Estadual do Ambiente e gerentes do Rioprevidência. O planejamento estatal prevê o corte total de 1.600 vagas nas secretarias de Governo e da Casa Civil para combater irregularidades e eliminar servidores sem atividade efetiva.
A reestruturação busca gerar uma economia anual de 85 milhões de reais aos cofres públicos. Entre os desligados estão nomes ligados à gestão anterior e aliados políticos que ocupavam postos estratégicos no licenciamento ambiental e na gestão previdenciária. No Instituto Estadual do Ambiente, a engenheira florestal Denise Marçal Rambaldi assumiu a presidência após a saída de Renato Jordão.
A auditoria interna ocorre simultaneamente a investigações do Ministério Público sobre aportes financeiros de 118 milhões de reais realizados pelo fundo previdenciário estadual em instituições não cadastradas. O Palácio Guanabara justifica que as exonerações garantem a eficiência da máquina pública e a observância dos princípios constitucionais da moralidade e economicidade. O ajuste fiscal é tratado como prioridade para restabelecer a segurança administrativa do governo fluminense.