A Fundação Oswaldo Cruz mantém alerta para o avanço dos casos de síndrome respiratória aguda grave no Brasil. Dados do boletim Infogripe indicam que 18 estados e o Distrito Federal estão em situação de alerta, risco ou alto risco, com tendência de crescimento em parte dessas regiões nas próximas semanas.
Os estados de Mato Grosso e Maranhão apresentam cenário mais preocupante, segundo o levantamento. Outras unidades, como Acre, Tocantins, Bahia e Pernambuco, também registram níveis elevados e podem evoluir para quadros mais críticos, conforme projeções técnicas divulgadas recentemente.
A análise aponta que a influenza A e o rinovírus são responsáveis por mais de 70 por cento dos casos positivos recentes. Apesar disso, há sinais de estabilidade nacional no longo prazo, com interrupção do crescimento em algumas localidades e redução pontual em determinados indicadores.
A síndrome respiratória grave ocorre quando quadros gripais evoluem para dificuldade respiratória, exigindo internação hospitalar. Entre os vírus associados, três possuem prevenção disponível no Sistema Único de Saúde por meio de vacinação regular e campanhas específicas.
O Ministério da Saúde mantém campanha ativa contra a influenza, com foco em grupos vulneráveis, incluindo idosos, crianças e gestantes. Neste ano, o país já registrou mais de 31 mil casos e 1.621 mortes associadas à síndrome respiratória grave, conforme dados oficiais atualizados.
A Fiocruz orienta a população a manter medidas de prevenção, como higiene das mãos, vacinação em dia e atenção aos sintomas iniciais, buscando atendimento médico em casos de agravamento ou persistência dos sinais respiratórios especialmente em grupos vulneráveis.