A Fundação Oswaldo Cruz iniciou um estudo para ampliar a prevenção do HIV entre jovens em áreas urbanas vulneráveis. A pesquisa será realizada em Salvador e em São Paulo, com foco em pessoas entre 15 e 24 anos, faixa considerada mais exposta ao risco de infecção.
O projeto avalia a eficácia da profilaxia pré-exposição, método que utiliza medicamentos antirretrovirais antes do contato com o vírus. A iniciativa pretende alcançar cerca de 1,4 mil participantes, com acompanhamento ao longo de até 12 meses.
Uma das estratégias será a atuação de educadores pares, jovens capacitados para orientar participantes dentro das próprias comunidades. O modelo será comparado ao atendimento tradicional realizado em unidades de saúde, permitindo análise técnica sobre adesão e continuidade do tratamento.
Dados recentes indicam baixa adesão da população mais jovem ao uso da profilaxia no país. A dificuldade de acesso aos serviços de saúde e fatores sociais são apontados como obstáculos recorrentes.
O estudo conta com apoio de instituições nacionais e internacionais, além de parceria com o Ministério da Saúde e órgãos locais. A previsão é que o recrutamento de participantes ocorra ainda neste ano, com resultados finais estimados para 2028.
A iniciativa busca ampliar o alcance das políticas públicas de prevenção e aprimorar estratégias voltadas à população jovem.