Intervenções somam cerca de R$ 7 milhões e alcançam as zonas Norte, Sul e Sudoeste, com reforço de encostas, drenagem e novos acessos
A Fundação Geo-Rio concluiu seis obras de contenção de encostas em diferentes regiões da cidade. As intervenções foram realizadas no Alto da Boa Vista, Leblon, Lins de Vasconcelos, Rocha Miranda, São Cristóvão e Penha, com investimento aproximado de R$ 7 milhões. O conjunto inclui soluções de estabilização do terreno, proteção contra desprendimento de blocos, melhorias de drenagem, guarda-corpos e recuperação de acessos usados pelos moradores.
Obras atendem seis áreas da cidade
No Alto da Boa Vista, a intervenção ocorreu na Estrada do Tijuaçu. Com investimento de R$ 759 mil, a área recebeu revestimento, estruturas de sustentação e muro de contenção. O objetivo foi reforçar a estabilidade da encosta e ampliar a segurança de quem utiliza a via.
Na Avenida Niemeyer, no Leblon, foram investidos R$ 910 mil. O serviço reforçou a proteção da encosta, incluiu dispositivos contra a queda de blocos rochosos e promoveu melhorias no sistema de drenagem. O trecho é uma ligação importante entre a Zona Sul e a região da Barra da Tijuca e de São Conrado.
No Lins de Vasconcelos, a Rua Nossa Senhora da Guia recebeu estabilização da encosta, melhorias no acesso e uma Academia da Terceira Idade. O investimento informado foi de R$ 509 mil. Em Rocha Miranda, no Morro Faz Quem Quer, as equipes recuperaram e reforçaram estruturas existentes, instalaram guarda-corpo e melhoraram áreas de circulação.
Em São Cristóvão, a obra foi executada no Morro do Tuiuti, na Rua São Luiz Gonzaga, com acesso pela Travessa Silva. O investimento de R$ 882 mil foi destinado ao reforço da encosta e à melhoria das condições de mobilidade para as famílias do local.
A maior intervenção ocorreu no Morro do Caracol, na Penha. O serviço, de R$ 3,8 milhões, alcançou a Rua Taperoá, a Travessa do Saló e o Beco Mazílio. Foram implantadas estruturas de contenção, novos acessos e melhorias de circulação em diferentes pontos da comunidade.
Prevenção depende de obra e manutenção
Segundo o município, cerca de 20 obras haviam sido concluídas pela Geo-Rio até junho, enquanto outras frentes permaneciam em execução. A administração afirma que as intervenções buscam reduzir riscos de deslizamento e preparar a cidade para períodos de chuva intensa.
As entregas fazem parte de uma estratégia mais ampla de prevenção. Em maio, a Prefeitura apresentou o PAC das Encostas, que reúne recursos municipais e federais para centenas de intervenções em diferentes regiões do Rio. As soluções previstas incluem cortinas atirantadas, solo grampeado, muros de contenção, drenagem, recuperação de taludes e proteção vegetal.
Mesmo após a conclusão das obras, a conservação dos sistemas de drenagem e dos acessos continua sendo necessária. Lixo em canaletas, descarte irregular, danos em guarda-corpos e obstruções podem comprometer o funcionamento das estruturas, principalmente durante temporais.
Como pedir vistoria em área de risco
Moradores que identificarem rachaduras, movimentação de terra, queda de blocos, inclinação de árvores ou sinais de deslizamento podem solicitar vistoria da Defesa Civil pelo canal 1746. O pedido deve informar endereço completo, ponto de referência e descrição do problema. Segundo o serviço municipal, o atendimento pode ocorrer em até 24 horas nos casos classificados como emergência e em até 15 dias corridos nas solicitações preventivas.
Em situação de chuva forte, a orientação é evitar a aproximação de encostas instáveis, respeitar bloqueios preventivos e acompanhar os avisos da Defesa Civil. A vistoria municipal é uma análise técnica visual para verificar riscos e adotar medidas emergenciais quando necessário; ela não substitui perícia ou laudo técnico destinado a seguros e outras finalidades particulares.