Moradores, usuários do SUS e funcionários do Hospital de Praia Brava realizaram uma
manifestação pacífica na rodovia Rio-Santos, em Angra dos Reis. O protesto, que interditou o
trânsito na altura do trevo de acesso à unidade por cerca de três horas, cobrou providências
urgentes das autoridades para garantir a continuidade dos serviços e evitar um colapso na
saúde pública da região.
Em nota, a direção do hospital informou que, devido a uma crise financeira, a unidade passou
a funcionar em regime de Emergência Referenciada. Nessa modalidade, o atendimento é
destinado exclusivamente a pacientes em estado grave ou encaminhados por outras unidades
da rede SUS. A medida foi comunicada à Eletronuclear (mantenedora do hospital), aos
bombeiros, à concessionária da rodovia e às prefeituras de Angra e Paraty. A Fundação
Eletronuclear de Assistência Médica (FEAM) afirmou estar empenhada em buscar soluções
para superar as dificuldades financeiras e preservar a assistência à população.
Repercussão Política
O ato contou com a presença do prefeito interino Rubinho Metalúrgico, que se uniu aos
trabalhadores e lideranças políticas para demonstrar insatisfação com a suspensão dos
atendimentos gerais. O hospital é considerado estratégico por atender toda a região da Costa
Verde.
A crise também repercutiu na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). A
deputada estadual Célia Jordão cobrou providências urgentes para a reabertura do pronto-
atendimento e criticou a interrupção dos serviços no SPA (Serviço de Pronto Atendimento).
“Com a saúde não se brinca. Essa unidade de saúde foi instalada, inclusive, em decorrência da
construção das usinas nucleares”, destacou a parlamentar.
A deputada enfatizou a relevância histórica e social do hospital, apontando que o Parque
Mambucaba é uma das áreas mais impactadas com a mudança no modelo de atendimento.