O Projeto Aruanã encerrou a temporada de captura intencional de tartarugas marinhas na Praia de Itaipu, em Niterói, com um marco científico: 399 tartarugas-verdes identificadas desde o início dessa modalidade de monitoramento, em 2013. O número é acumulado e não representa 399 animais presentes simultaneamente no litoral.
Em sete dias de trabalho na temporada de 2026, pesquisadores registraram 31 tartarugas. Seis foram identificadas e marcadas pela primeira vez. A menor media 39,2 centímetros de comprimento curvilíneo da carapaça e pesava 7,2 quilos, segundo informações encaminhadas diretamente pelo projeto à redação.
O histórico de uma das tartarugas ajuda a dimensionar o estudo. Identificada como T0338, foi capturada em novembro de 2021 com 18,8 quilos e 51,5 centímetros de carapaça. Recapturada neste ano, apresentou 77,6 quilos e 85,3 centímetros.
A pesquisa ocorre numa área de presença tradicional da pesca artesanal e próxima à Reserva Extrativista Marinha de Itaipu. Os pesquisadores investigam também a relação entre o alimento disponível e a atividade dos pescadores. Essa interação exige cuidados para evitar danos a animais, redes e embarcações.
Mesmo com a melhora recente da classificação global de conservação da tartaruga-verde, a espécie permanece exposta a riscos nos ambientes costeiros. O trabalho precisa continuar com divulgação de dados, proteção dos habitats e participação dos pescadores e moradores. A preservação depende de monitoramento, não do recorde acumulado.