Levantamentos internacionais indicam que o sistema de Justiça do Brasil está entre os mais onerosos do planeta. Estudos comparativos mostram que o país ocupa a 2ª posição no ranking de maior custo proporcional ao Produto Interno Bruto, superado apenas por uma nação. Os dados consideram despesas com tribunais, Ministério Público, Defensoria e estrutura administrativa.
Segundo relatórios do Conselho Nacional de Justiça, o Judiciário brasileiro movimenta anualmente centenas de bilhões de reais, com estrutura que inclui milhares de magistrados e servidores. O volume processual ultrapassa 80 milhões de ações em tramitação.
Especialistas apontam que o alto custo decorre da complexidade do sistema e da ampla judicialização da vida pública. Críticos defendem reformas para garantir mais eficiência e previsibilidade, preservando a independência entre os Poderes prevista na Constituição.
O debate ganha relevância em um momento de forte protagonismo institucional, em que decisões judiciais impactam diretamente temas políticos e econômicos centrais para o país.








