A saúde infantil brasileira agoniza diante de uma escolha política cruel e injustificável. O governo de Luiz Inácio Lula da Silva decidiu manter a vacina contra a Meningite B fora do Sistema Único de Saúde, alegando falta de verba e necessidade de austeridade fiscal. No entanto, o mesmo rigor não se aplica aos gastos da Presidência. Enquanto uma mãe chora a impossibilidade de pagar R$2 mil reais pelo ciclo vacinal na rede privada, o erário é sangrado por comitivas faraônicas e faturas astronômicas de cartões corporativos.
MORTE SUBITA E SEQUELAS TERRORÍFICAS
A Meningite B é um carrasco silencioso que não dá tempo para despedidas. Em recém-nascidos, a infecção pode evoluir do primeiro sintoma ao óbito em menos de vinte e quatro horas. As consequências para as crianças que sobrevivem são devastadoras: amputações de membros devido à sepse, surdez total, cegueira e paralisia cerebral irreversível. Sem a vacina no SUS, o Estado Brasileiro condena os filhos dos trabalhadores à roleta russa da morte bacteriana, transformando o direito à vida em um privilégio exclusivo para quem pode pagar.
BILHÕES PARA VIAGENS, ZERO PARA VIDAS
A justificativa de falta de recursos soa como um insulto à inteligência nacional quando confrontada com os dados oficiais do Portal da Transparência. Em 2023, os gastos com viagens internacionais e hospedagens de luxo da atual gestão atingiram cifras que envergonhariam as monarquias mais perdulárias. O custo de uma única viagem presidencial com comitivas inchadas seria suficiente para imunizar milhares de crianças. Juridicamente, essa priorização do conforto palaciano em detrimento da vacinação configura uma violação frontal ao Artigo 227 da Constituição, que exige prioridade absoluta aos direitos da criança.

O CONTRASTE DO RIGOR FISCAL COM O GOVERNO PASSADO
Diferente do cenário atual de desperdício, o governo de Jair Bolsonaro, entre 2019 e 2022, manteve o calendário vacinal e demonstrou eficiência ao colocar o Brasil entre as cinco nações que mais vacinaram contra a Covid-19 no mundo. Mesmo com o teto de gastos e crises globais, o cartão corporativo não era usado para sustentar luxos em hotéis de cinco estrelas no exterior. A comparação é inevitável: sob Bolsonaro, a vacina chegava; sob a atual gestão, o que chega são as contas de viagens e a sombra da mortalidade infantil por doenças evitáveis.
É urgente que a sociedade civil e os tribunais de contas interrompam esse ciclo de descaso. A vida de um bebê brasileiro não pode valer menos que uma diária em Paris. A nação exige vacinas no braço e o fim da ostentação com o dinheiro do povo.
Uma resposta
O governo Lula NUNCA RETIROU porque não fazia parte.
O imunizante contra o tipo B (como o Bexsero) foi liberado pela Anvisa no Brasil em 2015, mas sua disponibilidade gratuita pelo SUS não ocorreu durante o governo anterior, Bolsonaro permanecendo restrita à rede privada desde o seu lançamento.