A Prefeitura de Rio das Ostras realizou uma operação conjunta no Recreio após uma ocorrência na Rua Cachoeiras de Macacu que, segundo o município, envolveu extravasamento de esgoto e afetou a rotina dos moradores. A administração municipal informou que a concessionária Rio+ Saneamento foi autuada e que novas medidas de fiscalização foram adotadas.
Segundo a administração municipal, o SAAE atribuiu o problema a um coletor tronco da concessionária. Moradores relataram água contaminada nas proximidades de residências e prejuízos à mobilidade.
Rio+ contesta relação com rede de esgoto
Após a publicação da matéria, a Rio+ Saneamento procurou O FLUMINENSE e apresentou posicionamento divergente. A concessionária afirma que, após vistoria e análise técnica na Rua Cachoeiras de Macacu, constatou que o alagamento observado no local não teria relação com a rede de esgotamento sanitário.
Segundo a empresa, a ocorrência estaria vinculada à rede de águas pluviais, influenciada pelo elevado nível da lagoa e pelo recuo das águas provocado pela variação do nível hídrico na região. A Rio+ acrescentou que a situação foi solucionada após a abertura da lagoa pelo órgão responsável.
Órgãos ambientais foram acionados
A operação reuniu SAAE, Vigilância Sanitária, Procon, Guarda Ambiental e outras equipes. O município também informou ter acionado o Inea e a Agenersa.
A fiscalização ambiental registrou dano porque o esgoto teria alcançado corpo hídrico na região da Lagoa de Iriry. A prefeitura afirma que a ocorrência seguirá acompanhada para adoção das medidas cabíveis.
Morador pode registrar prejuízo
O Procon municipal informou que consumidores afetados podem procurar o órgão para relatar prejuízos e buscar orientação. A apuração deve considerar documentos, registros fotográficos e contas relacionadas ao serviço.
A prioridade agora é interromper o extravasamento e recuperar as condições sanitárias da rua. Depois disso, a fiscalização terá de verificar se a solução adotada eliminou a causa do problema e não apenas seus efeitos imediatos.