O Ministério da Saúde atualizou o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da asma no Sistema Único de Saúde, com novas regras para diagnóstico, acompanhamento e tratamento da doença. A atualização amplia o acesso a terapias para casos graves e incorpora novos medicamentos biológicos ao tratamento oferecido pelo SUS. Segundo o texto publicado pelo Ministério da Saúde, a medida segue diretrizes internacionais e reforça a necessidade de confirmação diagnóstica com espirometria. Especialistas apontam que a doença é inflamatória crônica, não tem cura, mas pode ser controlada com tratamento adequado e acompanhamento contínuo. O protocolo também amplia o uso de imunobiológicos como benralizumabe e dupilumabe para pacientes com asma grave. De acordo com a Sociedade Brasileira de Pneumologia, esses medicamentos são indicados quando terapias convencionais não apresentam resposta adequada. O documento estabelece ainda que o tratamento deve priorizar controle dos sintomas e prevenção de crises e hospitalizações. O Brasil registra alta prevalência da doença, com impacto relevante na rede pública e cerca de seis mortes diárias associadas à asma. Estados e municípios deverão seguir o novo protocolo na organização da assistência e na estruturação dos serviços de saúde. O texto também reforça o papel da atenção primária no diagnóstico precoce e no controle contínuo da asma. Segundo o protocolo, fatores sociais, ambientais e baixa adesão ao tratamento ainda dificultam o controle da doença no país.
O Ministério da Saúde informou que a implementação será gradual e depende de aquisição de medicamentos, capacitação de profissionais e integração entre estados e municípios para garantir acesso ao tratamento adequado em todas as regiões do país segundo informações oficiais. A pasta não apresentou prazo definitivo para a oferta plena dos novos tratamentos na rede pública.