Pesquisadores da Universidade de São Paulo desenvolveram um biossensor capaz de identificar o câncer de pâncreas em poucos minutos, com custo reduzido e potencial de ampliar o acesso ao diagnóstico precoce. O dispositivo detecta a presença da proteína CA19-9, biomarcador associado à doença, mesmo em baixas concentrações no sangue.
O câncer de pâncreas é considerado um dos mais agressivos, em grande parte devido ao diagnóstico tardio. Nos estágios iniciais, a doença costuma ser assintomática, o que dificulta a identificação e reduz as chances de tratamento eficaz. Dados científicos indicam que a taxa de sobrevida em cinco anos permanece baixa em casos avançados.
O novo sensor funciona por meio de análise eletroquímica, medindo alterações na capacitância quando há interação entre anticorpos e a proteína CA19-9. Esse processo permite identificar a presença do marcador em cerca de dez minutos, com resultados comparáveis aos métodos laboratoriais tradicionais. Atualmente, exames convencionais exigem estrutura laboratorial mais complexa e maior tempo de processamento. A proposta da pesquisa é oferecer uma alternativa acessível, sem perda de precisão.
Os pesquisadores seguem ampliando os testes e desenvolvendo novas tecnologias complementares, incluindo análises com diferentes tipos de amostras biológicas e uso de inteligência computacional para aprimorar os resultados.