O jornalista e escritor Zuenir Ventura morreu nesta terça-feira (22), aos 95 anos, no Rio de Janeiro. Integrante da Academia Brasileira de Letras, ele se tornou uma das referências do jornalismo e da literatura de não ficção no país, com uma trajetória profissional de mais de seis décadas.
Natural de Além Paraíba, em Minas Gerais, Zuenir mudou-se ainda criança para Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio. Ao longo da carreira, trabalhou em veículos como Tribuna da Imprensa, Jornal do Brasil, Veja e IstoÉ.
Entre seus livros mais conhecidos estão “1968: O Ano que Não Terminou” e “Cidade Partida”, obra em que examinou a violência e as desigualdades do Rio de Janeiro. A Academia Brasileira de Letras registra que Zuenir foi eleito para a cadeira 32 em 2014 e tomou posse em março de 2015.
O escritor também produziu reportagens de grande repercussão sobre direitos humanos, política, cultura e questões sociais. Sua trajetória foi marcada por coberturas e livros que ajudaram a registrar momentos importantes da vida brasileira.
O Governo do Estado do Rio divulgou nota de pesar nesta terça-feira e ressaltou a ligação do escritor com o território fluminense e sua contribuição para o jornalismo e para a literatura brasileira. A morte também foi noticiada pela imprensa nacional.