Em alusão ao Dia Mundial da Esteatose Hepática, celebrado em 11 de junho, o Instituto
Estadual de Diabetes e Endocrinologia Luiz Capriglione (IEDE), no Centro do Rio de Janeiro,
realizou um mutirão de exames de elastografia hepática. A ação, organizada pela Secretaria de
Estado de Saúde (SES-RJ) em parceria com o Grupo de Fígado do Rio de Janeiro (GFRJ),
atendeu 50 pacientes previamente cadastrados no Sistema Estadual de Regulação (SER).
O objetivo principal da iniciativa foi ampliar o acesso ao diagnóstico precoce da esteatose
hepática — condição caracterizada pelo acúmulo de gordura no fígado —, que pode evoluir
para quadros graves se não for devidamente acompanhada.
“Realizamos um mutirão de elastografia hepática, exame que permite avaliar os danos
causados por essa gordura e identificar a presença de fibrose”, explicou a endocrinologista
Lívia Lugarinho, chefe do SOTAM do IEDE.
Diferente da ultrassonografia comum, a elastografia mede a rigidez do órgão e detecta
cicatrizes, sendo fundamental para determinar a gravidade da doença. Os exames duravam
cerca de 10 minutos, com resultado entregue na hora.
Epidemia Silenciosa
A esteatose hepática atinge cerca de 30% da população mundial e pode chegar a 44% na
América Latina. A condição é perigosa por ser silenciosa e por estar associada a um risco até
três vezes maior de morbidade cardiovascular. Sem o devido cuidado, a gordura pode evoluir
para:
Inflamação crônica;
Fibrose avançada;
Cirrose;
Comprometimento da função hepática.
Os principais grupos de risco incluem pessoas com obesidade, diabetes (onde a prevalência
chega a 70%), hipertensão e colesterol alto. Segundo especialistas, a melhor forma de
prevenção envolve o combate ao sedentarismo e a adoção de uma alimentação equilibrada e
saudável..