Crescimento exige eficiência

Wellyngton Inácio colunista

Com atividade econômica em alta, Rio precisa transformar tecnologia, gestão digital e serviços públicos em melhora concreta para famílias e empresas

A economia fluminense chega ao fim de semana com um sinal positivo, mas também com uma cobrança prática: crescer é bom, executar melhor é indispensável. O Índice de Atividade Econômica Regional mostrou alta de 6,3% em abril no Rio de Janeiro, em comparação com o mesmo mês do ano passado. O desempenho ficou acima da média do Sudeste, de 2,3%, e também houve avanço de 0,5% frente a março.

O dado é relevante porque o indicador reúne indústria, comércio, serviços e agropecuária. Quando a atividade cresce, há mais circulação de renda, demanda por transporte, compras, atendimento, contratos e manutenção. Mas o cidadão só percebe crescimento quando ele vira fila menor, obra que anda, serviço que responde, empresa que contrata e comércio com consumidor entrando pela porta.

É aqui que a transformação digital deixa de ser assunto de tecnologia e entra na economia real. O Proderj vem ampliando iniciativas de gestão eletrônica, conectividade e formação de servidores. A página de notícias do órgão registra ações recentes como capacitação em inteligência artificial para servidores estaduais, expansão da conectividade no interior e avanço do Sistema Eletrônico de Informações em municípios da Região Serrana.

Para famílias e empresas, menos papel e menos deslocamento significam menos custo. Para prefeituras, processo digital pode reduzir retrabalho, acelerar compras, melhorar controle e dar mais previsibilidade ao fornecedor. Para pequenos negócios, resposta pública mais rápida pode significar alvará, contrato, pagamento ou regularização sem semanas perdidas em balcão.

O risco é transformar crescimento em número bonito sem entrega concreta. A economia do Rio mostra força, mas ainda convive com gargalos conhecidos: crédito caro, transporte pesado, custo de manutenção, burocracia e serviços públicos que nem sempre acompanham a necessidade de quem trabalha. Por isso, a régua desta semana deve ser simples: se a atividade avança, a gestão precisa acompanhar.

O recado para o cidadão fluminense é de cobrança e prudência. Crescimento ajuda, mas não dispensa organização do orçamento. Para governos, o desafio é converter tecnologia e receita em serviço mais rápido. Para empresas, é hora de medir custo, produtividade e prazo. A economia melhora quando o número sai do relatório e aparece na rotina.

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Wellyngton Inácio

Chefe de redação do Jornal O Fluminense, atuando na coordenação editorial e contribuindo para a continuidade de uma história de tradição e seriedade no jornalismo brasileiro.

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