Categoria se reúne no dia 23/07 às 16h, em Rocha Miranda, após nova audiência no TRT terminar sem acordo; ônibus continuam circulando normalmente até a assembleia.
Os rodoviários do município do Rio de Janeiro decidirão nesta quinta-feira, 23 de julho, se mantêm apenas o estado de greve ou retomam a paralisação do sistema de ônibus. A assembleia está marcada para as 16h, na sede do sindicato da categoria, em Rocha Miranda, na Zona Norte.
A votação ocorre depois de a quinta audiência de conciliação entre o Sindicato dos Rodoviários e o Rio Ônibus terminar sem acordo nesta quarta-feira, 22, no Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região. Até a deliberação dos trabalhadores, os ônibus seguem circulando normalmente.
Na rodada mais recente, as empresas mantiveram a proposta de reajuste salarial de 5% e elevaram para 6% o aumento oferecido sobre a cesta básica. A representação sindical rejeitou a oferta durante a negociação, mas apresentará as condições aos trabalhadores na assembleia.
Categoria reduziu reivindicação
No início das negociações, os rodoviários reivindicavam reajuste salarial de 17%. Posteriormente, a categoria reduziu o pedido para 12%, dividido em duas parcelas de 6%, além de defender benefício de alimentação no valor de R$ 1 mil.
Outro ponto central do impasse é o pagamento do intervalo de 30 minutos destinado à alimentação e ao descanso. Segundo o sindicato, muitos motoristas não conseguem utilizar integralmente esse período durante a jornada, embora o tempo seja descontado da remuneração.
O presidente do Sindicato dos Rodoviários, Sebastião José, afirmou que a decisão caberá à categoria. Ele indicou que apresentará argumentos contrários a uma nova paralisação, apesar da insatisfação com o andamento das negociações.
Impasse seguirá para julgamento
Sem acordo entre trabalhadores e empresas, o processo deverá seguir para análise do dissídio coletivo e da legalidade de uma eventual retomada da greve. Segundo informações divulgadas após a audiência, a decisão judicial pode levar até dois meses.
A categoria permanece em estado de greve desde a suspensão da paralisação iniciada no fim de junho. Na ocasião, os rodoviários interromperam as atividades por três dias e retomaram o serviço após assembleia, enquanto as negociações continuavam sob mediação do TRT.
A votação desta quinta-feira será decisiva para o funcionamento do transporte coletivo na capital. Caso a proposta seja rejeitada e a retomada da greve seja aprovada, o sindicato deverá informar as condições e o início do movimento, respeitando as exigências legais aplicáveis aos serviços essenciais.