Celebrado nesta terça-feira, 29 de setembro, o Dia Mundial do Coração chama atenção para doenças que muitas vezes avançam de forma silenciosa. Segundo a Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde, as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no mundo e provocam mais de 20,5 milhões de óbitos por ano. No Brasil, a estimativa apresentada pelo órgão é de cerca de 400 mil mortes anuais.
Entre os principais fatores de risco estão hipertensão, diabetes, colesterol elevado, excesso de peso, sedentarismo, estresse e sono inadequado. O problema é que algumas dessas condições podem permanecer por bastante tempo sem produzir sinais claros. A hipertensão, por exemplo, costuma apresentar sintomas apenas quando a pressão sobe de maneira importante.
Por isso, a prevenção não depende apenas de procurar atendimento quando surgem dor no peito, falta de ar ou mal-estar. Medir a pressão regularmente, manter acompanhamento de saúde, avaliar glicemia e colesterol quando houver indicação profissional e adotar atividade física são medidas que ajudam a identificar riscos antes das complicações.
O Ministério da Saúde também reforça hábitos como alimentação equilibrada, abandono do tabagismo, controle do peso e prática regular de exercícios. Para quem já possui hipertensão, diabetes ou alteração de colesterol, seguir corretamente o tratamento é parte essencial da proteção cardiovascular.
No Rio de Janeiro, as unidades de atenção primária são a principal porta de entrada do SUS para acompanhamento preventivo. O recado do Dia Mundial do Coração é simples: esperar o corpo avisar nem sempre é a melhor estratégia. Muitos fatores de risco podem ser detectados antes de provocarem sintomas.