Cerca de 3,7 bilhões de pessoas convivem com pelo menos uma das principais doenças bucais no mundo, segundo levantamento baseado em dados do Global Burden of Disease, que acompanha centenas de doenças em mais de 200 países e territórios.
Uma análise publicada pela revista científica The Lancet mostra que problemas considerados amplamente preveníveis continuam atingindo uma parcela expressiva da população.
Entre as condições de maior ocorrência aparecem a cárie não tratada em dentes permanentes, a doença periodontal grave e a perda dentária.
Outro estudo, com projeções de longo prazo, estima que o número de pessoas afetadas poderá ultrapassar 4 bilhões nas próximas décadas caso as tendências atuais sejam mantidas.
A situação não representa apenas um problema estético. Cáries sem tratamento podem produzir dor e infecções. A periodontite pode comprometer os tecidos que sustentam os dentes e, em situações avançadas, contribuir para a perda dentária.
Medidas preventivas continuam simples, embora dependam também do acesso aos serviços de saúde: escovação adequada com creme dental fluoretado, higiene entre os dentes, redução da frequência de consumo de açúcar e acompanhamento odontológico.
Também é importante observar sinais persistentes. Sangramento da gengiva, dor, mobilidade dentária, mau hálito recorrente e feridas na boca que não cicatrizam devem ser avaliados por profissional de saúde.
A recomendação é não esperar o aparecimento de dor intensa para procurar atendimento. Parte dos problemas bucais evolui inicialmente com sinais discretos, o que torna a prevenção e o diagnóstico precoce especialmente importantes.