Uma pesquisa financiada pela Faperj está desenvolvendo uma tecnologia que combina inteligência artificial e biotecnologia para aumentar a produção de biogás em aterros sanitários. O objetivo é aproveitar melhor os resíduos urbanos como fonte de energia renovável.
O projeto analisa dados dos poços de captação para identificar quais fatores influenciam a produção de metano, principal componente do biogás. A partir dessas informações, os pesquisadores pretendem apontar ajustes capazes de melhorar o desempenho das estruturas com menor produção.
De acordo com a Faperj, a tecnologia será testada em um aterro sanitário real e foi pensada para ser adaptável a diferentes unidades. O pesquisador Álvaro Freitas explica que a inteligência artificial será usada para identificar padrões que ajudam a entender por que alguns poços produzem menos gás que outros.
O biogás é formado durante a decomposição de resíduos orgânicos e pode ser convertido em energia elétrica. Depois de tratamento e purificação, também pode dar origem ao biometano, combustível renovável que pode substituir parte do gás fóssil em determinados usos.
A pesquisa busca aumentar a quantidade de gás efetivamente capturada e transformar um passivo ambiental em fonte adicional de energia. O ganho depende, porém, das características de cada aterro, da composição dos resíduos e da infraestrutura instalada.
Se a solução mostrar resultados consistentes em escala real, o modelo poderá apoiar projetos de gestão de resíduos e geração renovável em outras regiões.