Dia das Mães deve movimentar quase R$ 38 bilhões nos setores de comércio e serviços

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A pesquisa indica que os produtos campeões de venda devem estar na categoria Moda, seguidos por Produtos de beleza, Chocolates e flores, e experiências, como almoçar fora ou viajar

O Dia das Mães, segunda data mais importante do varejo nacional, deve movimentar este ano quase R$ 38 bilhões nos setores de comércio e serviços no país, levando cerca de 127 milhões de consumidores às compras. A expectativa é que 78% deles comprem ao menos um presente. É o que aponta levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil.

A pesquisa indica que os produtos campeões de venda devem estar na categoria Moda, seguidos por Produtos de beleza, Chocolates e flores, e experiências, como almoçar fora ou viajar.

É o caso do universitário João Pedro Mendes Soares, que planeja levar a mãe a um restaurante, hábito que ela não tem conseguido realizar devido ao dia a dia corrido.

“Por conta da rotina, por conta do trabalho, ela parou e não quis mais. Aí eu queria voltar a levá-la, sair um pouco e tudo mais, fazer umas questões do dia a dia, sair fora do cotidiano, e levá-la para um lugar onde ela possa relaxar e tudo mais”.

O levantamento revela ainda que os consumidores pretendem gastar em média R$ 294 com as compras e que as principais presenteadas serão mães, seguidas de esposas e sogras.

Apesar da expectativa positiva, o estudo mostra também uma forte tendência de endividamento: seis em cada dez entrevistados pretendem parcelar as compras sem garantia de pagamento, 37% admitem que o orçamento vai ficar apertado e confiam na capacidade de dar um jeito posteriormente para pagar, e 27% apontam que priorizam a satisfação e o bem-estar da compra em vez do planejamento financeiro.

Além disso, entre os que pretendem presentear, quase 40% já possuem contas em atraso, sendo 72% deles negativados. Merula Borges, especialista em finanças da CNDL, fala sobre esse tipo de comportamento de consumo.

“Essa é uma postura muito arriscada, já que a possibilidade do cenário mudar entre a compra e o pagamento é muito pequena, a chance do consumidor ficar com o orçamento muito apertado e deixar de pagar as contas existe, e aí o consumidor pode entrar numa inadimplência”.

A especialista também dá dicas para quem ainda vai às compras.

“Pesquisem os preços antes. Quando possível, usem a criatividade, às vezes até preparar alguma coisa especial, personalizada. Quando possível, dividir o presente até com os irmãos para tentar ficar dentro do orçamento e não entrar em uma situação de endividamento maior do que a que pode suportar”.

A pesquisa revela ainda que 66% dos consumidores acham que os preços estão mais caros este ano e que 57% sentem algum tipo de pressão social para gastar além do que podem, sendo as redes sociais um dos fatores. A principal forma de pagamento apontada é o Pix.

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