Presidente da Assembleia Legislativa do Rio, Douglas Ruas comentou prisões recentes de deputados estaduais e defendeu resposta institucional firme
O presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, deputado Douglas Ruas, defendeu que agentes políticos envolvidos em atos ilícitos recebam punição mais dura do que a aplicada ao cidadão comum. A declaração foi dada na terça-feira, 9, durante entrevista ao canal TMC, ao comentar prisões recentes de deputados estaduais.
Segundo Ruas, a atividade política exige responsabilidade adicional porque o mandato nasce da confiança depositada pela população nas urnas. Para ele, quando um parlamentar se envolve em crime, a conduta não atinge apenas a esfera individual, mas também a credibilidade da representação pública.
“Todos os setores possuem profissionais bons e ruins, e não podemos generalizar pela conduta de um ou outro. Quem comete erros precisa ser punido. No caso de políticos, precisa existir um agravante: ele conquista a confiança da população, ganha o mandato e, quando se envolve em atos ilícitos, a pena deve ser mais dura”, afirmou o presidente da Alerj.
Durante a entrevista, Douglas Ruas também citou as providências adotadas pela Assembleia após a prisão do deputado estadual Thiago Rangel. De acordo com o presidente, a Casa agiu rapidamente para afastar o parlamentar e reorganizar a estrutura administrativa ligada ao gabinete, com o objetivo de restabelecer a ordem e a normalidade dos trabalhos.
Ruas também afirmou que não se deve generalizar a conduta de toda uma categoria pela ação de alguns integrantes. Segundo ele, como ocorre em qualquer setor, há bons e maus profissionais, mas casos de irregularidade precisam ser tratados com rigor.
A fala ocorre em meio a um momento de pressão sobre a imagem do Legislativo estadual. Para o presidente da Alerj, a resposta institucional precisa ser firme para preservar a confiança pública e demonstrar que mandatos eletivos não podem servir de proteção para quem pratica atos ilícitos.