A empresa norte-americana USA Rare Earth anunciou a compra da mineradora Serra Verde, responsável pela única operação de terras raras em escala no Brasil, localizada em Goiás, em um negócio avaliado em cerca de dois bilhões e oitocentos milhões de dólares, segundo comunicado oficial divulgado nesta segunda-feira. De acordo com a empresa, a aquisição envolve pagamento em dinheiro e ações e depende de aprovações regulatórias, com previsão de conclusão até o terceiro trimestre de 2026.
A Serra Verde é considerada estratégica por produzir terras raras pesadas como disprósio e térbio, elementos usados em ímãs de alta performance e tecnologias industriais e de defesa. O ativo brasileiro possui licenciamento ambiental e entrou em operação recente após investimentos superiores a um bilhão de dólares, segundo dados divulgados pela companhia e autoridades do setor mineral.
O acordo também inclui contratos de fornecimento de longo prazo com clientes internacionais, reforçando a posição da operação brasileira na cadeia global de minerais críticos. Especialistas do setor apontam que a demanda global por terras raras deve crescer, impulsionada pela indústria de energia limpa, veículos elétricos e equipamentos de defesa.
No Brasil, o debate sobre soberania mineral ganha força diante do interesse estrangeiro e de propostas governamentais para criação de uma estatal voltada ao setor, enquanto o país detém a segunda maior reserva mundial desses elementos estratégicos, segundo levantamentos internacionais recentes divulgados por agências especializadas globais.