Dados divulgados pelo Banco Central nesta segunda-feira, 27 de abril de 2026 mostram que o endividamento das famílias brasileiras atingiu 49,90% em fevereiro, superando o pico anterior da série histórica registrado em julho de 2022.
O indicador é calculado a partir da relação entre o saldo das dívidas e a renda nacional disponível bruta das famílias acumulada em doze meses. Segundo o Banco Central, a renda disponível considera ganhos de trabalho, transferências do governo e rendimentos como aluguel, descontados impostos e contribuições obrigatórias. O comprometimento de renda também atingiu nível recorde em janeiro, chegando a 29,3 por cento, com alta de 1,8 ponto percentual em relação ao mesmo período do ano anterior.
Excluindo o crédito habitacional, o índice chegou a 27,1 por cento, também no maior patamar da série. Especialistas apontam que o avanço está relacionado à expansão do crédito ao consumo e ao uso recorrente de modalidades como o rotativo do cartão de crédito, que concentram juros elevados e encurtam prazos de pagamento. O Banco Central destaca que o cenário exige atenção para o equilíbrio financeiro das famílias e para a sustentabilidade do sistema de crédito no país, informou a autoridade monetária em relatório oficial divulgado.