Petrobras deve anunciar reajuste no preço da gasolina às distribuidoras nos próximos dias, segundo sinalização da presidente da estatal durante encontro com analistas do mercado financeiro nesta terça feira. A medida é avaliada internamente e leva em conta a concorrência com o etanol, que ganhou participação com a queda recente de preços nas usinas de cana de açúcar. A empresa afirma que monitora o comportamento do mercado antes de confirmar qualquer aumento oficial, buscando preservar sua fatia de vendas no país. O cenário internacional do petróleo também influencia a decisão, em meio a tensões geopolíticas no Oriente Médio e volatilidade nas cotações globais. Paralelamente, a Petrobras informou que considera muito baixa a possibilidade de pagamento de dividendos extraordinários neste ano. Segundo a área financeira, a incerteza sobre o fluxo de caixa em dois mil e vinte e cinco impede previsões mais firmes sobre distribuição adicional de lucros. A definição deve ocorrer apenas no encerramento do exercício, quando houver maior clareza sobre o desempenho da companhia e o ambiente externo. A estatal reforça que decisões seguem critérios técnicos e acompanhamento contínuo do mercado energético mundial e doméstico. Economistas avaliam que o repasse do reajuste tende a impactar diretamente o preço final nos postos de combustíveis e pode refletir na inflação de curto prazo, dependendo da velocidade de transmissão ao consumidor e da dinâmica de concorrência entre gasolina e etanol no mercado interno sem alterações imediatas previstas na política de preços regulada pela estatal segundo acompanhamento do governo federal brasileiro.