Em apenas 20 dias de gestão, o governador em exercício do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto, implementou medidas rigorosas de austeridade para sanear as contas públicas estaduais. Através de uma reforma administrativa pautada na eficiência técnica, o governo oficializou a exoneração de 459 servidores comissionados nas secretarias da Casa Civil e de Governo. As demissões, publicadas no Diário Oficial entre 16 e 17 de abril de 2026, representam o estágio inicial de um plano de reestruturação que prevê o corte de até 1,6 mil cargos. A expectativa é gerar uma economia mensal de R$ 10 milhões aos cofres públicos.
A iniciativa foca na eliminação de estruturas consideradas redundantes ou sem finalidade operacional comprovada. Foram extintas as subsecretarias de Gastronomia, de Ações Comunitárias e Empreendedorismo, além da Subsecretaria Adjunta de Projetos Especiais. Auditorias internas indicaram que diversas funções, criadas entre 2024 e 2025, não possuíam registros de produtividade em plataformas oficiais como o Sistema Eletrônico de Informações. Tais medidas visam combater a existência de funcionários fantasmas e garantir que o recurso do contribuinte seja aplicado com responsabilidade e transparência.
Para assegurar a continuidade dos serviços sob uma ótica de integridade, Couto nomeou quadros técnicos para áreas estratégicas. Flávio de Araújo Willeman assumiu a Casa Civil, auxiliado pelo procurador Sérgio Pimentel na nova Subsecretaria Geral. A nova cúpula administrativa, composta por profissionais de carreira jurídica e de controle, tem a missão de executar um choque de transparência em todo o estado. O plano inclui uma auditoria minuciosa em 6,7 mil contratos ativos, que somam o montante de R$ 81 bilhões. O objetivo central é identificar possíveis irregularidades e revisar custos para otimizar a gestão financeira.
A reorganização também atingiu a administração indireta, com novas presidências na Cedae, RioPrevidência e Instituto de Segurança Pública. Ao priorizar a nomeação de gestores com perfil técnico e currículo consolidado, o governo estadual busca afastar a influência de interesses meramente políticos nas decisões executivas. Este processo de moralização administrativa é fundamental para o ajuste fiscal exigido pela realidade econômica do Rio de Janeiro. A gestão reforça que novas medidas poderão ser adotadas conforme o avanço das análises contratuais, mantendo o compromisso de reduzir o inchaço da máquina pública e fortalecer os mecanismos de controle interno e fiscalização institucional contra o desperdício de verbas.