O aumento da mistura obrigatória do biodiesel no diesel de 15% para 16% não deve ocorrer em 2026. Embora a gestão atual tenha prometido a mudança, a viabilidade técnica exige testes de 6 meses, empurrando o cronograma oficial para o início de 2027.
O setor de biocombustíveis e a ala conservadora pressionam o Ministério de Minas e Energia para acelerar o processo. O fortalecimento da produção nacional é visto como estratégico para reduzir a dependência de importações em meio à instabilidade internacional. A decisão depende do Conselho Nacional de Política Energética, mas o colegiado suspendeu a reunião do dia 11 maio 2026 sem nova data. Esse imobilismo administrativo gera incertezas para os produtores que investiram com base na Lei do Combustível do Futuro.
Diante disso, o Congresso prepara uma resposta. O deputado Alceu Moreira planeja protocolar um projeto para tornar o aumento uma obrigação legal fixa, devolvendo a previsibilidade ao mercado. A insegurança jurídica afasta investimentos e encarece o custo no campo, exigindo soluções diretas que valorizem a produção nacional dentro da lei.