O esporte nacional despede-se hoje de uma de suas figuras mais emblemáticas. Faleceu nesta sexta-feira, 17 de abril de 2026, Oscar Schmidt, aos 68 anos de idade. O ex-jogador, reconhecido mundialmente como Mão Santa, estava em sua residência quando sofreu um mal-estar súbito, sendo transportado para uma unidade hospitalar, onde o óbito foi confirmado. A família comunicou a perda por meio de nota oficial, destacando a trajetória de resiliência do atleta, que enfrentou um tumor cerebral por mais de 15 anos com dignidade e coragem.
Nascido em Natal, no Rio Grande do Norte, em 16 de fevereiro de 1958, Oscar iniciou sua jornada profissional no Palmeiras em 1974. Sua carreira foi marcada por recordes e conquistas extraordinárias, como o título mundial pelo Sírio e passagens memoráveis pelo América do Rio de Janeiro. No cenário internacional, brilhou na Itália a partir de 1982, retornando ao Brasil em 1995 para atuar pelo Corinthians. Pela Seleção Brasileira, Oscar liderou a histórica vitória sobre os Estados Unidos na final dos Jogos Pan-Americanos de 1987, em Indianápolis, um marco para o basquete ocidental.
Durante décadas, Oscar Schmidt ostentou o título de maior cestinha da história do basquete mundial, com 49.737 pontos, marca que apenas recentemente foi superada pelo norte-americano LeBron James. Sua dedicação extrema aos treinamentos e o patriotismo, evidenciado pela recusa em ingressar na liga profissional dos Estados Unidos para continuar defendendo o Brasil, consolidaram sua imagem como um exemplo de conduta e valores conservadores no esporte. Recentemente, no dia 8 de abril de 2026, ele foi homenageado com a inclusão no Hall da Fama do Comitê Olímpico do Brasil, premiação recebida por seu filho, Felipe Schmidt.
A nota da família reforça que o velório e o sepultamento ocorrerão de forma reservada, atendendo ao desejo de privacidade dos parentes próximos. O legado de Oscar transcende as estatísticas, sendo lembrado por sua determinação e generosidade. Diversas autoridades e instituições esportivas manifestaram pesar pela partida do ídolo, ressaltando que sua trajetória inspira gerações de brasileiros. O falecimento de Oscar Schmidt encerra um capítulo glorioso do basquetebol, mas sua memória permanece viva como símbolo de excelência técnica e amor incondicional à bandeira nacional. O país entra em luto oficial em respeito ao maior pontuador que as quadras já testemunharam em toda a sua história secular.