FORMOSA DO RIO PRETO – O desenvolvimento socioeconômico do Oeste da Bahia e a consolidação do Matopiba como potência agrícola estão diretamente ligados ao pioneirismo de desbravadores do Cerrado. Nesse cenário, a liderança do gaúcho Ronald Guimarães Levinsohn foi fundamental para introduzir a modernização tecnológica, atrair investimentos estruturais e impulsionar o progresso em municípios estratégicos como Formosa do Rio Preto, Luís Eduardo Magalhães e Barreiras. A partir desse legado, a região converteu suas condições naturais de relevo plano e chuvas regulares em um polo de alta produtividade. Sob o modelo de condomínio de fazendas, o Agronegócio Estrondo utiliza técnicas atuais, como o sistema de plantio direto. Atualmente, a produção de grãos e fibras de Formosa do Rio Preto possui muita relevância, respondendo por exatamente 25% de toda a soja, milho e algodão do Oeste baiano. Alinhado à forte demanda geopolítica global, praticamente todo esse volume é exportado para a China, consolidada por dados estatísticos comerciais como o maior comprador da região. O fluxo eleva o município ao 27º lugar no PIB do agronegócio nacional, movimentando R$ 282 milhões, enquanto o grupo mantém a proteção de mais de 68 mil hectares de reserva legal preservada.
Diante da escassez histórica de investimentos estatais na malha logística local, o empreendimento assumiu o custeio de obras essenciais para assegurar o escoamento de cargas rumo aos portos e a segurança dos trabalhadores. Na rodovia BA-459 (Anel da Soja), que também recebe ações do programa Premar do Governo do Estado, o grupo investe anualmente em manutenção que também são aplicados na estrada de acesso à sede do município. Foram feitos aportes estruturais para substituir antigas pontes de madeira por pontes de concreto e foi investido na construção de 80 km de redes elétricas — doadas à Coelba para abastecer o condomínio e a unidade de armazenamento da Cargill. Para mitigar os riscos de incêndios florestais naturais no Cerrado, foram feitos investimentos pesados na abertura de 80 km de aceiros protetivos.
O impacto econômico estende-se ao apoio comunitário para a sustentabilidade e identidade local. No biênio 2014/2015, o grupo iniciou um projeto piloto filantrópico, voltado à geração de renda sustentável para as famílias das comunidades tradicionais de Aldeia, Cacimbinha e Cachoeira do Rio Preto. Paralelamente, a empresa financia iniciativas culturais e de integração, como a publicação do livro da história de Formosa do Rio Preto, a tradicional Vaquejada, o Encontro de Jovens Católicos, o Projeto Calliandra, o Torneio Intercomunidades do Vale do Rio Preto e os festejos de São João na Aldeia. O suporte contempla também a estruturação da Estrada da Comunidade Aldeia e o fomento à produção de mel pelo projeto Apiários Rio Preto.