A reta final da eleição para o Senado no Rio de Janeiro chegou com uma particularidade importante: os principais levantamentos colocam Benedita da Silva (PT), Carlos Jordy (PL) e Carlos Portinho (PL) entre os nomes mais competitivos, mas apresentam ordens e distâncias diferentes entre eles.
Na pesquisa Quaest divulgada em 3 de outubro, Carlos Jordy aparece numericamente à frente, com 17% das intenções de voto. Benedita da Silva e Carlos Portinho têm 16% cada. Segundo a publicação, os três estão tecnicamente empatados dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. Pedro Paulo (PSD) registra 10%, Marcelo Crivella (Republicanos), 9%, e Monica Benicio (PSOL), 6%. A Quaest ouviu 3.204 eleitores nos dias 2 e 3 de outubro.
O Datafolha apresenta uma configuração diferente. Considerando os votos válidos, Benedita aparece com 26%, Carlos Portinho com 19% e Carlos Jordy com 18%. Pedro Paulo chega a 13%, Monica Benicio tem 9% e Marcelo Crivella, 6%. O levantamento ouviu 1.204 eleitores entre 28 de setembro e 1º de outubro, com margem de erro de três pontos percentuais.
Gerp amplia vantagem de Benedita
A pesquisa Gerp divulgada em 2 de outubro mostra Benedita com 45%, seguida por Portinho, com 27%, e Jordy, com 24%. Pedro Paulo aparece com 20% e Marcelo Crivella com 19%. A margem de erro informada é de 2,9 pontos percentuais. O levantamento ouviu 1.200 pessoas entre 29 e 30 de setembro.
Já o Prefab, divulgado pelo Diário do Rio, aponta Benedita com 28,4%, Jordy com 20,9% e Portinho com 20,4% na soma das duas escolhas para o Senado. Pedro Paulo aparece com 15%. Foram entrevistados 3 mil eleitores entre 28 de setembro e 2 de outubro, com margem de erro informada de 1,79 ponto percentual.
Comparação exige cuidado
As diferenças entre os números não devem ser tratadas como contradição automática. Os institutos trabalham com metodologias, períodos de coleta e formas de apresentação distintas. Alguns levantamentos apresentam a soma das duas escolhas para o Senado, enquanto outros destacam votos válidos ou diferentes bases de cálculo.
O ponto comum entre as pesquisas mais recentes é a presença recorrente de Benedita, Jordy e Portinho entre os primeiros colocados. A posição relativa entre eles, porém, varia conforme o instituto. Isso torna especialmente importante observar margem de erro, metodologia e base utilizada antes de comparar percentuais.
Eleitor tem dois votos para o Senado
Em 2026, o Rio de Janeiro escolherá dois senadores. Cada eleitor poderá votar em dois candidatos diferentes, e os dois votos têm o mesmo peso. Segundo orientação do Senado Federal, se o mesmo candidato for escolhido duas vezes, o primeiro voto será válido e o segundo será considerado nulo.
Não há segundo turno para o Senado. Os dois candidatos mais votados no estado serão eleitos. Por isso, pesquisas para esse cargo exigem leitura própria: o resultado final dependerá da soma dos votos individuais registrados nas urnas, e diferenças pequenas na reta final não devem ser transformadas em resultado antecipado.