A Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro consolidou nesta quarta-feira uma das mais expressivas vitórias das forças de segurança contra o crime organizado em território nacional. Durante operação realizada no Complexo da Maré, na Zona Norte da capital fluminense, equipes do Batalhão de Ações com Cães localizaram cerca de 48 toneladas de maconha. O carregamento histórico estava escondido em uma laje de uma construção abandonada na localidade conhecida como Nova Holanda. Segundo estimativas oficiais das autoridades policiais, o material apreendido está avaliado em aproximadamente 50 milhões de reais, representando um impacto financeiro severo nas finanças das facções criminosas que atuam na região.
A ação superou o recorde anterior de apreensão de entorpecentes no Brasil, estabelecido em 2021, quando 36,5 toneladas foram interceptadas no Mato Grosso do Sul. O secretário e comandante-geral da corporação, coronel Sylvio Guerra, destacou que o resultado é fruto de planejamento estratégico e do uso de inteligência técnica. De acordo com o oficial, o sucesso da missão reside na capacidade operativa da unidade especializada e no enfraquecimento logístico das organizações ilícitas sem que houvesse danos colaterais para os moradores das comunidades afetadas.
O trabalho operacional envolveu cerca de 250 policiais militares de diversas divisões especiais, incluindo o Batalhão de Operações Policiais Especiais e o Batalhão de Polícia de Choque. Além do volume recorde de drogas, os agentes conseguiram apreender cinco fuzis, quatro pistolas e recuperar 26 veículos com registros de roubo. O papel fundamental na localização do bunker coube ao cão Hulck, da raça pastor belga malinois, que sinalizou a presença do material ilícito às equipes de busca.
Durante a retirada da carga, que exigiu o emprego de quatro caminhões e o suporte de blindados, policiais foram atacados por criminosos armados. Houve confronto e um suspeito acabou ferido, sendo encaminhado sob custódia ao Hospital Federal de Bonsucesso para atendimento médico. A Polícia Militar manteve o patrulhamento nas vias expressas do entorno para assegurar o fluxo de veículos e evitar represálias das quadrilhas. Esta intervenção demonstra o compromisso do Estado com a ordem pública e a preservação da lei, utilizando recursos táticos superiores para combater o tráfico de armas e entorpecentes em áreas sensíveis. As investigações seguem agora para identificar os proprietários do arsenal e da carga milionária retirada de circulação.