O governador em exercício do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, entrou em contato com Douglas Ruas (PL) após o primeiro turno das eleições estaduais e se colocou à disposição para iniciar o processo de transição no Governo do Estado assim que houver uma definição da Justiça Eleitoral.
A informação foi publicada nesta terça-feira (6) pelo Tempo Real RJ. Segundo o veículo, Couto telefonou para Ruas, parabenizou o candidato pelo resultado nas urnas e abriu o diálogo para uma eventual passagem de governo.
O movimento ocorre enquanto a situação eleitoral do Rio ainda depende da definição jurídica sobre os votos atribuídos a Anthony Garotinho (Republicanos). Ruas terminou o primeiro turno na liderança, mas o desfecho da disputa está diretamente ligado ao tratamento desses votos no cálculo dos votos válidos.
Transição depende de definição eleitoral
O contato de Ricardo Couto não representa, por si só, uma declaração oficial de vitória de Douglas Ruas. A conversa antecipa uma providência administrativa que poderá ser necessária caso a Justiça Eleitoral confirme um resultado definitivo que encerre a eleição no primeiro turno.
O caso ganhou um novo capítulo com a desistência do recurso de Garotinho. Conforme noticiado por O FLUMINENSE, a Procuradoria-Geral Eleitoral se manifestou favoravelmente à desistência, cabendo ao Tribunal Superior Eleitoral definir seus efeitos sobre o resultado da eleição fluminense.
Enquanto essa definição não ocorre, a situação formal da eleição deve ser tratada com cautela. A iniciativa do governador em exercício indica que o Palácio Guanabara já se prepara administrativamente para a possibilidade de transição, mas a palavra final sobre o resultado cabe à Justiça Eleitoral.
Couto e Ruas já mantinham diálogo institucional
Ricardo Couto ocupa interinamente o Governo do Estado desde março. Douglas Ruas, por sua vez, preside a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Os dois já mantinham interlocução institucional antes da eleição, inclusive em assuntos administrativos do estado.
Agora, com o primeiro turno concluído, a conversa passa a ter outro peso político e administrativo. A eventual abertura formal da transição dependerá da definição do quadro eleitoral, que continua sendo acompanhada pelo TSE.