Utilidade Pública e Cidadania

Senacon abriu 70 processos contra postos por suspeita de aumento abusivo. Veja como comparar preços, guardar provas e denunciar irregularidades.
Ação conjunta do Procon e da ANP em fiscalização de posto de gasolina em Macaé
Foto: Moisés Bruno. Ação conjunta do Procon e ANP de fiscalização de postos de gasolina em Macaé (RJ).

Combustível subiu? Confira antes de pagar

Por: Wellyngton Inácio

Fiscalização mira suspeita de aumento abusivo

Quem percebeu alta no preço dos combustíveis deve redobrar a atenção antes de abastecer. A Secretaria Nacional do Consumidor abriu, em 21 de setembro, 70 processos administrativos contra postos por suspeita de aumento abusivo. A apuração inclui estabelecimentos no Rio de Janeiro e em outros estados.

A abertura de um processo não significa que o posto já tenha sido condenado. Para o consumidor, porém, o episódio reforça uma orientação importante: compare preços, confira a identificação do estabelecimento e guarde os comprovantes da compra.

Compare o preço antes de abastecer

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis recebeu cerca de 330 denúncias relacionadas a possíveis aumentos abusivos antes da nova etapa de fiscalização.

Uma das ferramentas disponíveis para o consumidor é o aplicativo ANP com VC – Postos, que permite consultar estabelecimentos autorizados por localização, município ou CNPJ. O serviço também apresenta dados cadastrais e informações sobre fiscalizações.

Se o valor parecer muito diferente daquele encontrado em outros estabelecimentos da região, vale fazer uma comparação antes de completar o tanque.

Nota fiscal pode fazer diferença

Depois de abastecer, peça a nota ou o cupom fiscal e confira se o preço por litro cobrado corresponde ao valor informado na bomba. Também é recomendável guardar o comprovante do cartão ou do Pix.

Se houver divergência, o consumidor pode fotografar a bomba e a placa de preços, evitando qualquer confronto no local. O CNPJ do posto também é importante para identificar corretamente o estabelecimento em uma eventual denúncia.

Preço alto não prova abuso sozinho

Segundo a Senacon, em parte dos casos fiscalizados foram encontradas margens de lucro superiores a 70%. Isso, entretanto, não significa que todo combustível caro seja automaticamente considerado abusivo.

A análise considera informações como custo de aquisição, preço de revenda e comportamento dos valores praticados. Por isso, documentos e comparação de preços são mais úteis para uma reclamação do que apenas a percepção de que o combustível está caro.

Como denunciar um posto

O aplicativo ANP com VC – Postos possui uma opção específica para denúncia de preço abusivo. A ANP também mantém atendimento pelo telefone 0800 970 0267, de segunda a sexta-feira.

Ao reclamar, informe endereço, CNPJ, combustível, preço observado, data e, sempre que possível, anexe comprovantes. Os canais oficiais de atendimento da ANP também estão disponíveis para orientação.

A regra prática é simples: compare antes de abastecer e guarde a prova depois de pagar. Se houver indício de irregularidade, use os canais oficiais. O consumidor bem documentado ajuda a fiscalização e protege o próprio bolso fluminense.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública e ANP.

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Wellyngton Inácio

Chefe de redação do Jornal O Fluminense, atuando na coordenação editorial e contribuindo para a continuidade de uma história de tradição e seriedade no jornalismo brasileiro.

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