A Light e a Agência Nacional de Energia Elétrica discutem a criação de uma tarifa diferenciada para áreas consideradas de risco no Rio de Janeiro. A proposta está ligada às dificuldades operacionais enfrentadas pela concessionária em regiões dominadas pela criminalidade e marcadas por elevados índices de furto de energia.
Segundo o presidente da Light, Alexandre Nogueira, a Aneel já analisa modelos de cobrança e deve apresentar uma definição entre o fim deste ano e o início de 2027. A discussão ganhou força após a renovação da concessão da empresa por mais 30 anos, autorizada pelo Ministério de Minas e Energia com recomendação da agência reguladora.
De acordo com dados apresentados pela concessionária, 86% das perdas de energia estão relacionadas a ligações clandestinas, concentradas principalmente em áreas onde equipes técnicas enfrentam restrições de acesso e riscos de segurança.
A Light defende que o novo modelo permita ampliar a regularização do consumo e reduzir prejuízos financeiros. O tema, porém, também desperta atenção de especialistas e consumidores, já que qualquer mudança tarifária pode gerar impacto direto nas contas de energia.
A concessionária anunciou ainda investimento de 10 bilhões de reais nos próximos cinco anos para modernização da rede elétrica nos 31 municípios atendidos.
Representantes do setor elétrico avaliam que o debate deverá envolver critérios técnicos, segurança pública e equilíbrio financeiro do contrato de concessão. A definição final caberá à Aneel, responsável por regulamentar o modelo aplicado no estado. Até o momento, não há previsão oficial de reajuste imediato para os consumidores.