Os golpes digitais ficaram mais perigosos porque agora também imitam rostos, vídeos e vozes. Com ferramentas de inteligência artificial, criminosos conseguem simular a fala de parentes, amigos, jornalistas, autoridades e atendentes de banco para convencer a vítima a clicar em links, informar dados ou fazer Pix.
A Anatel já alertou que fraudes com deepfakes, incluindo falsificação de rostos e vozes, estão entre os golpes usados por criminosos digitais. O ponto central é simples: voz conhecida não é mais prova de identidade. Antes de transferir dinheiro, confirme por outro canal.
Para o cidadão fluminense, a orientação prática é criar uma regra familiar. Se alguém pedir dinheiro com urgência por áudio, ligação ou vídeo, desligue e ligue de volta para o número salvo na agenda. Também vale combinar uma palavra de segurança entre familiares próximos, especialmente com idosos.
Outro sinal de alerta é a pressão emocional. Golpistas costumam dizer que houve acidente, sequestro, bloqueio bancário, dívida urgente ou problema com documento. A pressa é parte do golpe. Quem está sob pressão confere menos e paga mais rápido.
]Também desconfie de vídeos com autoridades anunciando benefício, restituição ou programa social. A Reuters já identificou golpe com fala forjada de jornalista para divulgar falso programa do governo. A vítima era levada a informar dados e pagar uma taxa inexistente.
A regra é objetiva: não pague, não clique e não informe dados sem confirmar a origem. A tecnologia mudou, mas a defesa continua sendo atenção, calma e verificação. Em caso de prejuízo, registre ocorrência, avise o banco imediatamente e guarde prints, áudios, links e comprovantes.